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terça-feira, 22 de julho de 2008

O preconceito.

Infelizmente, muito preconceito ainda cerca este importante trabalho social. Muitas pessoas são julgadas pela aparência, logo, pense em uma pessoa muito suja, com a barba por fazer, com roupas rasgadas, cabelos desarrumados, cheirando mal e, pra completar, com um saco nas costas...quase todo mundo corta caminho! Tem medo de se aproximar, acha que é um bandido, um estuprador, um sujeito drogado, etc. Mas, na verdade, por trás destes maus tratos, está uma pessoa normal, que tem uma história de vida, mas, que por algum motivo, se encontra em situação de abandono. O desemprego, as desilusões amorosas, a bebida, conflitos familiares, dentre outras coisas, são fatos relevantes para começar a entender os motivos que levam uma pessoa a viver como mendicantes, por exemplo.

Colocar-se no lugar do outro


Colocar-se no lugar do outro
Não há melhor maneira de se entender o sofrimento alheio do que, apenas, imaginar-se na pele do sofredor...Será que suportaríamos viver faminto, sedento, passando frio e humilhações? Será que gostaríamos de passar o dia todo sem um bom motivo para viver se não o álcool? O crac?Será vontade? Será sonho de alguém ser dependente químico? Viver como mendigo?Não...Nem o mais tolo dos tolos sonharia algo tão, digamos, tolo para si. Sonhamos ser doutor em qualquer coisa menos em sofrimentos. Antes de qualquer tipo de julgamento em relação ao cara bêbado e fedido, é preciso colocar-se na pele dele e descobrir os motivos que levaram-no ao estilo lamuriante de vida. Não sabemos nada sobre o dia seguinte. Precisamos dar a mão enquanto podemos, enquanto estamos saudáveis e "conscientes", enquantos não somos mais uma vítima fatal deste sistema cruel de afastamento de pessoas...